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cajubi

RUPTURA E REENCANTO

Inspirado na lenda Karajá, em que o pássaro Cajubi rasga a escuridão com seu vôo, criando o dia e a noite, o “Festival Cajubi: Ruptura e Reencanto” nasce da urgência de um reencantamento das matrizes e matizes que resgatam nossa luz e nossa separação dessas trevas que teimam em dominar nossa realidade atual. Através das reflexões propostas pelos palestrantes e artistas convidados, o Festival Cajubi busca contribuir com caminhos para uma ruptura com a narrativa oficial sobre nossa individualidade, diversidade e unicidade. 

A emergência de um contexto pandêmico, trouxe à tona algo que já era latente, mas que sempre ficou restrito aos campos da teologia, da metafísica e da mitologia: a intrínseca e profunda conexão entre as coisas e seres do Universo.

Vivemos atualmente uma realidade em que o planeta inteiro foi afetado radicalmente (no sentido de na raiz), exigindo mudanças de comportamento e modo de vida em diversos níveis. Todos fomos impactados e diretamente ameaçados por essa nova realidade de vida e de morte e ainda há tempo para pensar: O que aprendemos com isso? Que tipo de sociedade herdamos dos nossos antepassados e vamos transmitir aos nossos sucessores? Como podemos transformar uma realidade que parece ser insuficiente e incapaz de lidar com esses desafios?

 

Festival Cajubi: Ruptura e Reencanto tem idealização e produção do Estúdio Masta, realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo por meio do ProAC LAB, Lei Aldir Blanc, Governo do Estado de São Paulo e Governo Federal.

Serão três dias de Festival marcados por uma interseção entre teoria e arte que terão como referência a importância de afirmarmos nossa identidade social e cultural naquilo que ela tem de original, de exuberante e profundo. Naquilo que (ainda que negado ou silenciado) nos faz únicos.

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Festival Cajubi: “Ideias para um mundo em desencanto” - Ailton Krenak & Elisa Lucinda

Festival Cajubi: “Ideias para um mundo em desencanto” - Ailton Krenak & Elisa Lucinda

Composta por Ailton Krenak e Elisa Lucinda , este debate, que encerrou a primeira edição do Festival Cajubi, dia 25 de fevereiro de 2021, trouxe "ideias para adiar o fim do mundo" e nos invocou a seguirmos contando novas histórias. Foi um chamado pelo reencantamento das nossas heranças perdidas ou apagadas pelo caminho, tentando trazer uma centelha de esperança e luz em um momento tão difícil para todos Histórias que são deixadas pelo caminho e que, junto com seu abandono e esquecimento, também carregam todo seu potencial emancipador e iluminador. Histórias que esperam ser resgatadas e que nos permitem vislumbrar uma centelha de esperança em uma realidade tão dura, tão doída. Ailton Krenak: liderança indígena de proa no Brasil dos últimos 40 anos, seu emblemático discurso na Assembleia Constituinte de 1988 se encontra com seus textos e (dis)cursos mais recentes em uma das mais importantes evidências da continuidade de opressão e apagamento das comunidades originárias brasileiras. Uma das primeiras referências que nos surgiu quando pensamos o Festival, Ailton Krenak expõe a necessidade de voltarmos nosso olhar para as tradições e respostas que temos aqui desde sempre e para sempre. Elisa Lucinda: uma das mais marcantes escritora, poetisa, compositora e atriz, contemporâneas. Elisa provoca, com sua leveza incisiva, um importante resgate das marcas belas ou não tão belas, mas inevitáveis, do nosso cotidiano enquanto indivíduos e enquanto sujeitos de comunidades. A mediação foi feita por Antonio Leal, professor e pesquisador, doutor pela universidade Paris Nanterre, cocriador e curador acadêmico do festival Cajubi. www.festivalcajubi.com.br
Festival Cajubi: Ruptura e Reencanto  - Juçara Marçal & Décio 7

Festival Cajubi: Ruptura e Reencanto - Juçara Marçal & Décio 7

O Cajubi contou com um encontro inédito e experimental da incrível Juçara Marçal com o talentoso músico e produtor Décio 7. O voo improvisado entre eles foi transmitido no primeiro dia de festival, 23 de fevereiro de 2021. Direção: Luan Cardoso Cenário: Helena Forghieri Gravado no Estúdio Água Preta Juçara Marçal: cantora, pesquisadora musical, compositora e professora, cantou em diversos corais antes de lançar ‘Padê’ (2007), disco que explora a cultura afro-brasileira produzido em parceria com o compositor e guitarrista Kiko Dinucci. Em 2008, o duo se junta ao saxofonista Thiago França e formam o Metá Metá, um dos grupos mais prestigiados e representativos do recente cenário musical brasileiro. Em 2014, lançou seu primeiro disco solo, ‘Encarnado’, vencedor do Prêmio Multishow na categoria Música Compartilhada. Décio 7: baterista, percussionista e produtor musical. Sócio Fundador do estúdio Traquitana e da banda Bixiga 70, com quem já se apresentou em diversos festivais nos cinco continentes. É idealizador e diretor artístico do projeto Acorda Amor, em parceria com a jornalista Roberta Martinelli. Atualmente participa de projetos como João Donato (Elétrico), Triz, entre outros. Colaborou em discos como “Olorum” de Mateus Aleluia, Funk como Le Gusta e DjahVan. Assina a trilha original para o premiado filme "Espero Tua Revolta"; 2018 - de Eliza Capai. www.festivalcajubi.com.br
 
 

programação

23 - 25 FEVEREIRO 2021

mesa

23/02 18h30

tom zé

& márcio seligmann-sIlva

No primeiro dia, dois palestrantes magistrais, internacionalmente conhecidos, formarão uma mesa para provocar a urgência do pensar a partir de nós, do que nos constitui e singulariza.

Captura de Tela 2021-02-01 às 11.10.03.

mesa

24/02 18h30

tiganá santana & luiz antonio simas

Debate sobre a fundamentalidade das nossas heranças, culturas e tradições que são sistematicamente apagadas ou silenciadas e que são, ao mesmo tempo, elementos primordiais e essenciais da nossa formação/composição enquanto povo, cultura, comunidade e indivíduos.

Captura de Tela 2021-02-01 às 11.10.19.

mesa

25/02 18h30

elisa Lucinda & ailton Krenak

Ailton Krenak & Elisa Lucinda! No 3º e último dia do Festival Cajubi um lindo e urgente debate sobre #ideiasparaadiarofimdomundo e seguirmos contando novas histórias. Teremos um chamado pelo reencantamento das nossas heranças perdidas ou apagadas pelo caminho, tentando trazer uma centelha de esperança e luz em um momento tão duro para todos.

Captura de Tela 2021-02-01 às 11.10.43.

música

23/02 20h30

juçara marçal & décio 7

O Cajubi terá um encontro inédito e experimental da incrível Juçara Marçal com o virtuoso músico e produtor Décio 7.

Captura de Tela 2021-02-01 às 11.09.36.

música

24/02 20h30

tiganá santana

Cantor, compositor, poeta, professor e pesquisador, dono de uma voz potente e que é, ao mesmo tempo, um acalanto, Tiganá se destaca no cenário artístico e intelectual pela qualidade do seu trabalho e a autenticidade das suas propostas. Poliglota, compõe e escreve não só nas línguas “coloniais”, mas também nos idiomas nativos africanos

foto por José de Holanda tiga sentando

música

25/02 20h30

letrux

Visceral, revolucionária, afetiva, provocativa e acolhedora. Vamos lavar nossas almas no último dia do #festivalcajubi com a apresentação da multiartista @leticialetrux e participação do sensacional músico @arthurbraganti! Podem esperar muita potência e irreverência. Imperdível!

aos prantos - letrux 8 - ana alexandrino

cinema

23/02 21h00

gyuri

uma exibição rara e gratuita do belíssimo documentário Gyuri, de Mariana Lacerda. O filme apresenta a história de luta da fotógrafa suiça Claudia Andujar, sobrevivente do Holocausto e exilada no Brasil , pela preservação e afirmação da cultura, das riquezas e das terras dos povos

Gyuri 1_design_Joana Amador_desenhonuvem

cinema

24/02 21h00

limiar

Mais uma exibição gratuita e muito especial de um documentário autobiográfico pleno de delicadeza e acolhimento. O incrível e recentíssimo “Limiar”, de Coraci Ruiz.

Uma mãe acompanha a transição de gênero do filho adolescente. Um documentário autobiográfico sobre o processo de outrem em busca de sua identidade, que afeta essa mãe de formas diversas.

CORA CORACI (por Cora Coraci).jpg

cinema

25/02 21h00

espero tua (re)volta

Um retrato do movimento estudantil que ganhou força a partir do ano de 2015, ocupando escolas estaduais por todo Brasil. Acompanhando três jovens do movimento e com imagens de arquivo de manifestações desde 2013, o documentário tenta compreender as ocupações e as suas principais pautas a partir do ponto de vista dos estudantes envolvidos. Filme de Eliza Capai.

Captura de Tela 2021-02-01 às 11.10.54.
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